segunda-feira, 20 de junho de 2011

A onda (Die Welle), os microfascismos e a vontade apocalíptica.


Há muito tempo que um filme não me impressionava tanto como o alemão “A onda” (Die Welle, 2008), baseado na história verdadeira de Ron Jones, um professor de história contemporânea de uma escola secundária da Califórnia (diferentemente do filme, que ocorre na Alemanha). Em uma aula de teoria política, a partir do desinteresse dos alunos, o mestre propôs uma aula embasada nos pressupostos dos regimes fascistas que culminou em uma reação impressionante dos alunos, que inicialmente eram trinta e em apenas quatro dias atingiram a impressionante quantidade de duzentos discentes. Não vou contar mais detalhes da história para não revelar o filme (que estará disponível para download). Mas o que me perturbou foi o aspecto psicológico das massas na construção fascismo. Adolescentes apáticos em relação à política, de repente tornam-se ativistas proliferando ódio e ideais e reafirmando a disciplina, o espírito de grupo e a supremacia de valores.
O psicanalista alemão Wilhelm Reich, em seu livro psicologia de massa do fascismo, prioriza a idéia de que o fascismo não foi algo ideológico imposto uma massa alienada, mas sim desejado pela mesma. Ao ler a magna biografia que Safranski faz de Heidegger, percebe-se o quão esperançoso foi o Nacional-socialismo e a figura de Adolf Hitler para o povo alemão, como diz o próprio Heidegger: No começo doa anos 30 às diferenças de classe em nosso povo tinham-se tornado intoleráveis para todos os alemães com senso de responsabilidade social, bem como o pesado ônus econômico da Alemanha devido ao Tratado de Versailles. No ano de 1932 havia 7 milhões de desempregados que, com suas famílias, só podiam esperar pobreza e necessidade. A perturbação devido a essas condições, que a atual geração nem consegue mais imaginar, também atingiu as universidade [...] Tais enganos já aconteceram com homens maiores do que eu: Hegel viu em Napoleão o espírito do mundo e Hölderlin o viu como o príncipe da festa a qual os deuses e Cristo foram convidados.
O mais impressionante é que o fascismo, como disse Foucault, não existe apenas no âmbito ditatorial e centralizado de Mussolini e Hitler, mas também em todos nós, que assombra nosso espírito e nossas condutas cotidianas, o fascismo que nos faz amar o poder, deseja esta coisa mesma que nos domina e nos explora (Uma Introdução à vida não-fascista). O fascismo não é algo externo que se restringe aos alemães, tanto que a experiência do professor Ron Jones, foi desenvolvida em uma escola dos EUA, onde o meio cultural divergia totalmente daquele encontrado na Alemanha cerca de 30 anos antes.
Deleuze e Guattari em seu rizomático livro Mil Platôs, salientam a idéia de Foucault: “Mas o fascismo é inseparável de focos moleculares, que pululam e saltam de um ponto a outro, em interação, antes de ressoarem todos juntos no Estado nacional-socialista. Fascismo rural e fascismo de cidade ou de bairro, fascismo jovem e fascismo ex-combatente, fascismo de esquerda e de direita, de casal, de família, de escola ou de repartição: cada fascismo se define por um microburaco negro, que vale por si mesmo e comunica com os outros, antes de ressoar num grande buraco negro central generalizado”.
O fascismo não é algo macro e sim molecular, não centralizado e sim disseminado, metástase cancerígena, não existem fascismos e sim disseminações fascistas em micro-escalas. O nazismo foi a exponenciação da subjetividade dos microfascimos, que não tem fronteira e ainda hoje ganham campo em cima do vazio existencial e da vida niilista da contemporaneidade. O vazio e a angústia do homem contemporâneo são campos abertos para a disseminação e busca de um padrão hegemônico, lacunas que foram aproveitadas pelos governos ditatoriais e culminaram nas grandes desgraças vistas no século passado.
O final do filme, a partir desse discurso torna-se previsível. No facismo impera a vontade de destruição: É curioso como, desde o início, os nazistas anunciavam para a Alemanha o que traziam: núpcias e morte ao mesmo tempo, inclusive a sua própria morte e a dos alemães. Eles pensavam que pereceriam, mas que seu empreendimento seria de toda maneira recomeçado: a Europa, o mundo, o sistema planetário. E as pessoas gritavam bravo, não porque não compreendiam, mas porque queriam esta morte que passava pela dos outros. É como uma vontade de arriscar tudo a cada vez, de apostar a morte dos outros contra a sua (Mil Platôs 3). A metáfora da metástase ganha mais força, e o regime suícida do fascismo anula-se : O telegrama 71 — Se a guerra está perdida, que pereça a nação — no qual Hitler decide somar seus esforços aos de seus inimigos para consumar a destruição de seu próprio povo, aniquilando os últimos recursos de seu habitat, reservas civis de toda natureza (água potável, carburantes, víveres, etc.) é o desfecho normal...(Idem).

Para saber mais:
SAFRANSKI , R Heidegger: Um mestre na Alemanha entre o bem e o mal
DELEUZE E GUATTARI, O Anti-Édipo: Capitalismo e esquizofrênia
____________________ Mil Platôs
FOUCAULT, M. Introdução à uma vida não fascista
REICH, W. Psicologia de massa do Fascismo


Die+Welle

Download

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A nossa Matrix particular ou A colher não existe.

Como foi citado no ultimo post a trilogia Matrix é minha fonte favorita de citações, resolvi fazer um post detalhando partes que podem ser interessantes, se está se perguntando qual é a relação desta questão com o filme e a filosofia, respondo: tudo.



O fenômeno Matrix pode ser parcialmente compreendido se levarmos em consideração a profusão de influências e temas que aparecem, direta ou indiretamente, no roteiro e nas imagens do filme. Aí vão alguns exemplos: distopia, esperança, filosofia, 1984 de George Orwell, artes marciais, cibercultura, agentes secretos e teorias conspirativas, romance, Alice no país das maravilhas de Lewis Carroll, messianismo (crença na vinda do Salvador: Jesus, Messias, Buda, Rei Arthur), mitologia grega e céltica, Admirável mundo novo de Aldous Huxley, efeitos especiais revolucionários, nova estética super-heroística (óculos escuros, roupas pretas de couro e sobretudos substituem, respectivamente, máscaras, uniformes colantes coloridos e capas), ficção científica, animes e assim por diante. Como não dá para falar de todas estas coisas em poucas linhas, vamos especificar: farei uma rápida comparação entre o filme Matrix e a filosofia grega
 
O filme praticamente começa com a pergunta "o que é Matrix?". Alguém aí se lembra do diálogo entre Trinity e Neo? Então... ela lhe diz: "- É a pergunta que nos impulsiona, Neo. Foi a pergunta que te trouxe aqui. Você conhece a pergunta assim como eu". E ele: "- O que é a Matrix?". Em seguida, a jovem conclui: "- Sim, a resposta está aí. Ela está à sua procura. E te encontrará se você desejar".

 Usarei um pouco da explicação da educadora Marilena Chauí para explicara alguns termos.


Comecemos pelo nome das duas personagens masculinas principais: Neo e Morfeu. Esses nomes são gregos. Neo significa “novo” ou “renovado” e, quando dito de alguém, significa “jovem na força e no ardor da juventude.” Morfeu pertence à mitologia grega: era o nome de um espírito, filho do Sono e da Noite, que possuía asas e era capaz, num único instante, de voar em absoluto silêncio para as extremidades do mundo. Esvoaçando sobre um ser humano ou pousando levemente sobre sua cabeça, tocando-o com uma papoula vermelha, tinha o poder não só de fazê-lo adormecer e sonhar mas também de aparecer-lhe no sonho, tomando forma humana. É dessa maneira que, no filme, Morfeu se comunica pela primeira vez com Neo, que desperta assustado com o ruído de uma mensagem na tela de seu computador. E, no primeiro encontro de ambos, Morfeu surpreende Neo por sua extrema velocidade, por ser capaz de voar e por parecer saber tudo a respeito desse jovem que não o conhece. Várias vezes, Morfeu pergunta a Neo se ele tem sempre a impressão de estar dormindo e sonhando, como se nunca tivesse certeza de estar realmente desperto. Essa pergunta deixa de ser feita a partir do momento em que, entre uma pílula azul e uma vermelha oferecidas por Morfeu, Neo escolhe ingerir a vermelha ( como a papoula da mitologia), que o fará ver a realidade. É Morfeu quem lhe mostra a Matrix, fazendo-o compreender que passou a vida inteira sem saber se estava desperto ou se dormia e sonhava porque, realmente, esteve sempre dormindo e sonhando.



O que é a Matrix? Essa palavra é latina. Deriva de mater, que quer dizer “mãe”. Em latim, matrix é o órgão das fêmeas dos mamíferos onde o embrião e o feto se desenvolvem; é o útero. Na linguagem técnica, a matriz é o molde para fundição de uma peça; o circuito de codificadores e decodificadores das cores primárias ( para produzir imagens na televisão) e dos sons (nos discos, fitas e filmes); e, na informática, é a rede de guias de entradas e saídas de elementos lógicos dispostos em determinadas intersecções.

No filme, a Matrix tem todos esses sentidos: ela é, ao mesmo tempo, um útero universal onde estão todos os seres humanos cuja vida real é “uterina” e cuja vida imaginária é forjada pelos circuitos de codificadores e decodificadores de cores e sons e pelas redes de guias de entrada e saída de sinais lógicos.

Qual é o poder da Matrix? Usar e controlar a inteligência humana para dominar o mundo, criando uma realidade virtual ou falsa realidade na qual todos acreditam. A Matrix é o feitiço virado contra o feiticeiro: criada pela inteligência humana, a Matrix é inteligência virtual que destrói a inteligência que a criou porque só subsiste sugando o sistema nervoso central dos humanos.

Ante que a palavra computador fosse usada correntemente, quando só havia as enormes máquinas militares e de grandes empresas, falava-se em “cérebro eletrônico”. Por quê? Porque se tratava de um objeto técnico muito diferente de todos até então conhecidos pela humanidade. De fato, os objetos técnicos tradicionais ampliavam a força física dos seres humanos (o microscópio e o telescópio aumentavam o limite dos olhos; o navio, o automóvel e o avião aumentavam o alcance dos pés humanos; a alavanca, a polia, a chave de fenda, o martelo aumentavam a força das mãos humanas; e assim por diante). Em contrapartida, “o cérebro eletrônico” ou computador amplia e mesmo substitui as capacidades mentais ou intelectuais dos seres humanos. A Matrix é o computador gigantesco que escraviza os homens, usando a mente deles para controlar as próprias percepções, sentimentos e pensamentos, fazendo-os crer que o aparente é real.

Vencer o poder da Matrix é destruir a aparência, restaurar a realidade e assegurar que os seres humanos possam perceber e compreender o mundo verdadeiro e viver realmente nele. Todos os combates realizados por Neo e seus companheiros são combates cerebrais e do sistema nervoso, isto é, são combates mentais entre os centros de sensação, percepção e pensamento humanos e os centros artificiais da Matrix. Ou seja, as armas e tiroteios que aparecem na tela são pura ilusão, não existem, pois o combate não físico e sim mental.


Que é um oráculo? A palavra oráculo possui dois significados principais, que aparecem nas expressões “consultar um oráculo” e “receber um oráculo”. No primeiro caso, significa “uma mensagem misteriosa” enviada por um deus como reposta a uma indagação feita por algum humano; é uma revelação divina que precisa ser decifrada e interpretada. No segundo, significa “uma pessoa especial”, que recebe a mensagem divina e a transmite para quem enviou a pergunta à divindade, deixando que o interrogante decifre e interprete a resposta recebida. Entre os gregos antigos, essa pessoa especial costumava ser uma mulher e era chamada sibila.

Em Matrix, aparece a sibila, uma mulher que recebeu o oráculo (isto é, a mensagem) e que é também o oráculo (ou seja, a transmissora da mensagem). Essa mulher pergunta a Neo se ele leu o que está escrito sobre a porta de entrada da casa em que acabou de entrar. Ele diz que não. Ela então lê para ele as palavras, explicando-lhe que são de uma língua há muito desaparecida, o latim. O que está escrito? Nosce te ipsum. O que significa? “Conhece-te a ti mesmo.” O oráculo diz a Neo que ele – e somente ele – poderá saber se é ou não aquele que vai livrar o mundo do poder de Matrix e, portanto, somente conhecendo a si mesmo ele terá a reposta.

Poucas pessoas que viram o filme compreenderam exatamente o significado dessa cena, pois ela é a representação, no futuro, de um acontecimento do passado, ocorrido há 23 séculos, na Grécia.

Havia na Grécia, na cidade de Delfos, um santuário dedicado ao deus Apolo, deus da luz, da razão e do conhecimento verdadeiro, o patrono da sabedoria. Sobre o portal de entrada desse santuário estava escrita a grande mensagem do deus ou o principal oráculo de Apolo: “Conhece-te a ti mesmo.” Um ateniense, chamado Sócrates, foi ao santuário consultar o oráculo, pois em Atenas, onde morava, muitos diziam que ele era um sábio e ele desejava saber o que significava ser um sábio e se ele poderia ser chamado de sábio. O oráculo, que era uma mulher, perguntou-lhe: “O que você sabe?”. Ele respondeu: “Só sei que nada sei.” Ao que o oráculo disse: “Sócrates é o mais sábio de todos os homens, pois é o único que sabe que não sabe.” Sócrates, como todos sabem, é o patrono da Filosofia.

 






























Neo e Sócrates
 

Por que as personagens do filme afirmam que Neo é “o escolhido”? Por que eles estão seguros de que ele será capaz de realizar o combate final e vencer a Matrix?

Porque ele eras um pirata eletrônico, isto é, alguém capaz de invadir programas, decifrar códigos e mensagens, mas, sobretudo, porque ele também era um criador de programas de realidade virtual, um perito capaz de rivalizar com a própria Matrix e competir com ela. Por Ter um poder semelhante ao dela, Neo sempre deconfiou de que a realidade não era exatamente tal como se apresentava. Sempre teve dúvidas quanto à realidade percebida e secretamente questionava o que era a Matrix. Essa interrogação o levou a vasculhar os circuitos internos da máquina (tanto assim que começou a ser perseguido por ela como alguém perigoso) e foram suas incursões secretas que o fizeram ser descoberto por Morfeu.

Por que Sócrates é considerado o “patrono da Filosofia”? Porque jamais se contentou com as opiniões estabelecidas, com os preconceitos de sua sociedade, com as crenças inquestionadas de seus conterrâneos. Ele costumava dizer que era impelido por espírito interior (como Morfei instigando Neo) que o levava a desconfiar das aparências e procurar a realidade verdadeira de todas as coisas.

Sócrates andava pelas ruas de Atenas fazendo aos atenienses algumas perguntas : “O que é isso em que você acredita?”, O que é isso que você está fazendo?”. Os atenienses achavam, por exemplo, que sabiam o que era justiça. Sócrates lhes fazia perguntas de tal maneira sobre a justiça que, embaraçados e confusos, chegavam à conclusão de que não sabiam o que ela significava. Os atenienses acreditavam que sabiam o que significava a coragem. Os atenienses acreditavam também que sabiam o que eram a bondade, a beleza, a verdade, mas um prolongado diálogo com Sócrates os fazia perceber que não sabiam o que era aquilo em que acreditavam.

A pergunta “O que é?” era o questionamento sobre a realidade essencial e profunda de uma coisa para além das aparências e contra as aparências. Com essa pergunta, Sócrates levava os atenienses a descobrir a diferença entre parecer e ser, entre mera crença ou opinião e verdade.

Sócrates era filho de uma parteira. Ele dizia que sua mãe ajudava o nascimento dos corpos e que ele era um parteiro, mas não de corpos e sim de almas. Assim cimo sua mãe lidava com a matrix corporal, ele lidava com a matrix mental, auxiliando as mentes a libertar-se das aparências e buscar a verdade.

Como os de Neo, os combates socráticos eram também combates mentais ou de pensamento. E enfureceram de tal maneira os poderosos de Atenas que Sócrates foi condenado à morte, acusado de espalhar dúvidas sobre as idéias e os valores atenienses, corrompendo a juventude.

O paralelo entre Neo e Sócrates não se encontra apenas no fato de que ambos são instigados por “espíritos” que os fazem desconfiar das aparências nem apenas pelo encontro com um oráculo e o “Conhece-te a ti mesmo” e nem apenas porque ambos lidam com matrizes. Podemos encontrá-lo também ao comparar a trajetória de Neo até o combate final da Matrix e em uma das mais célebres e famosas passagens de um escrito de um discípulo de Sócrates, o filósofo Platão. Essa passagem encontra-se numa obra intitulada A República e chama-se “O mito da caverna”.

O que é a caverna? O mundo das aparências em que vivemos. Que são as sombras projetadas no fundo? As coisas que percebemos. Que são os grilhões e as correntes? Nossos preconceitos e opiniões, nossa crença de que o que estamos percebendo é a realidade. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz do Sol? A luz da verdade. O que é o mundo iluminado pelo sol da verdade? A realidade. Qual o instrumento que liberta o prisioneiro rebelde e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A Filosofia.

Abaixo alguns outros termos que pesquisei pessoalmente.


Termos Mitológicos

Arquiteto - O Arquiteto da Matrix, criador do mundo onde os humanos vivem, possivelmente é uma referencia à Maçonaria, onde Deus é entendido como Arquiteto do Universo; Essa seria, inclusive a razão da Maçonaria ter adotado o compasso e o esquadro como elementos de sua simbologia.

Merovingian
- O francês que mantém o Chaveiro cativo, é uma referencia aos merovingios, ordem herética dos Cátaros: Ordem gnóstica francesa, que acreditava ser descendente de Cristo com Maria Madalena. É provável que seja também uma provocação ao francês Baudrillard.

Niobe - A companheira de Morpheus, remete à mitologia grega. Princesa de Tebas, declarou-se mais importante que a Deusa Leto, por ter mais filhos do que ela, e foi punida por isso.

Persephone - A esposa do francês Merovingian, representa a divindade da mitologia grega, filha de Demeter; é a senhora dos infernos junto a Hades.

Seraph - O chinês guardião do Oráculo, é uma referência aos Serafins, uma categoria dos Anjos. Termo hebraico, que significa "ardente, flamejante".

Trinity - A "mocinha do filme". A tradução de seu nome para o português significa Trindade, provavelmente uma referencia cristã à Trindade Pai, Filho e Espírito Santo. Interessante notar que Neo é o Um, e Trinity é o três... Provavelmente Morpheus represente o número dois da Trindade.

Zion - É uma alegoria à cidade de Sião, importante na mitologia judaico-cristã. 

Termos Técnicos da Informática
 
Agentes - Os policiais que zelam pela ordem da Matrix, sempre de terno preto, e conectados a ela. Em Informática, Agente é um sistema de Inteligência Artificial, um robô programado para reconhecer determinadas ações do usuário e responder a elas.

Backdoor (Porta dos fundos) - O cenário onde existem diversas portas na Matrix. Geralmente são entradas não convencionais que os hackers descobrem ou criam para dominar o sistema sem ter os privilégios necessários.

Bug - (Falha, defeito) - Em informática indica erro no sistema.

DDoS - Distribuited Denial of Service (Ataque distribuído) - São ataques coordenados, onde várias solicitações são feitas ao mesmo tempo para que um servidor "não agüente" tantas solicitações e "trave". Esse tipo de ataque já tirou do ar sites como Yahoo e eBay.

Exploit - Programa que explora erros no sistema, para tomar o controle do mesmo.
Invasão - Tomar controle de um sistema sem ser autorizado.

Key Maker / Key Gen - (O Chaveiro) - O velho japonês, detentor das chaves da Matrix. Todo programa precisa de uma "chave" para iniciar. Alguns exemplos típicos são os programas em versão "Trial" (experimentais) que após um tempo pedem ao usuário a chave de registro, ou a compra da licença (mediante a compra da licença uma "chave" é fornecida ao usuário).

Mainframe - Lugar onde está o Arquiteto da Matrix: computador central, onde são armazenadas todas as informações principais.

Nmap - Programa utilizado para listar as vulnerabilidades de um sistema (portscan). 

Nota: Quando Trinity entra no complexo da usina e invade o sistema, ela utiliza técnicas que estão disponíveis em nossa realidade, usa o Nmap para verificar a vulnerabilidade de uma máquina da Matriz, e utiliza um Exploit para trocar a senha, e assim tomar controle desse sistema e desligá-lo. 

Oracle - (Oráculo) - A misteriosa senhora negra, detentora dos saberes sobre o destino da Matrix e dos personagens: Oracle é o banco de dados, no mundo da informática é considerado como sendo o melhor banco de dados. 

Portscan - Programa que procura as possíveis vulnerabilidades de um sistema.

SSH - Sistema de segurança em informática; no filme, Trinity utiliza uma "bug" real para invadir o sistema.




quinta-feira, 16 de junho de 2011

O "Meu" mundo de Sofia

"Estranha é a nossa situação aqui na Terra. Cada um de nós vem para uma visita curta, sem saber por que, ainda assim parece que por um propósito divino. Do ponto de vista da vida diária, contudo, há uma coisa que sabemos: que estamos aqui para o bem dos outros... pelas incontáveis almas desconhecidas com cujos destinos estamos atrelados por um laço de simpatia." Albert Einstein

Você pode me afirmar quem é você?

Durante minha vida percebi que todas as coisas mudam e nós mudamos com elas.  
Sendo assim não existe um eu absoluto. 
Novamente Citando a Trilogia Matrix (Sim, é um dos meus filmes favoritos e ele com certeza aparecera muito nos meus comentários.) "Neo " ao consultar a Oráculo recebe a  resposta que ele não é o Escolhido (The One). Porém ele se "transforma" no  Escolhido (The One) durante o processo de sua vida. Assim como nos "transformamos" durante nossas vidas.

NEO E SÓCRATES

  • Neo, por ser um hacker, era confiado por muitos, como Morfeu, que apostava tudo nele, no sucesso de Neo, e por saber que Anderson faria algo contra as máquinas da Matrix.
  • Podemos afirmar que Neo tinha a mesma força que a Matrix. Quando a natureza da Matrix é revelada a Neo, ele se torna parte da resistência humana e revela-se o Escolhido ('The One'). A trilogia do filme Matrix explora suas aptidões como o Escolhido (The One) para manipular à sua vontade a realidade simulada pelo computador, e sua missão messiânica como o salvador da humanidade.
  • Sócrates é considerado o Patrono da Filosofia, porque nunca ficará satisfeito com as opiniões dadas. Neo é igual nesse conceito com Sócrates.
  • Tais como, Neo, os gregos sabiam o que era a coragem. Porque? Pois Neo foi o único capaz de enfrentar a Matrix, frente à frente, como nenhum outro.
  • Neo era considerado semelhante à Sócrates na forma de questionar e investigar o "interior" das coisas. Ambos desconfiam das aparências, e também, afirmavam que seus pensamentos eram os corretos.

"Sofia e eu" 

Alguns anos atrás conheci Sofia Amundsen.
A partir daquele momento comecei a conhecer a duvida que existe dentro de cada um de nós, que a busca pelo auto-conhecimento é talvez o maior desafio da humanidade.

"Quem és tu?", "De onde vem o mundo?", "Haverá uma vontade e um sentido por detrás daquilo que acontece?", estas são algumas das perguntas colocadas a Sofia durante aquilo que irá ser um verdadeiro "curso de filosofia". Este curso foi oferecido a Sofia por uma pessoa que ela não conhecia mas que acabou por se tornar rapidamente num grande amigo. Através dele, Sofia viaja até 600 a.c., onde encontra os primeiros filósofos, e a partir daí segue o rumo da história dos homens e o evoluir da mentalidade e do pensar filosófico. É por meio do seu professor de filosofia que Sofia conhece Sócrates, Aristóteles, Descartes, Spinoza, Kant, Hegel, Marx, Freud, entre muitos outros.


O mundo de Sofia 

[mundo-de-sofia.jpg]


O mundo de Sofia - Sofies verden - Filme

http://4.bp.blogspot.com/-Gftg3mnbQDI/TZeeOtaYgfI/AAAAAAAAASQ/4m4o0TuQpUA/s1600/o_mundo_de_sofia.jpg